TELHADO VERDE

TELHADO VERDE

 Tenha mais verde com um jardim no telhado


 Reduzir ilhas de calor, promover isolamento acústico e até favorecer a biodiversidade – essas são algumas das vantagens oferecidas pelas coberturas vegetais.


 

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Casa embaixo e jardim em cima: é essa a ordem da moradia do empresário Daniel Antoniolli, de Porto Alegre. 

Quando decidiu investir na cobertura verde sobre sua garagem, ele queria apenas melhorar a vista da janela, mas os benefícios extrapolaram esse objetivo. “Dá para notar com facilidade a diferença de temperatura entre um espaço com telhado verde e outro sem”, detalha o morador, que convive com o jardim de 30 m? 
Há mais de dois anos. 

Como decidiu incluir a cobertura vegetal ainda na fase da construção, o empresário não precisou planejar nenhum reforço adicional. Mas saiba que a adaptação estrutural é o maior entrave para a adoção de jardins em coberturas já existentes – a não ser que a sobrecarga constante não ultrapasse 75 kg/m², limite de segurança que qualquer edificação suporta normalmente. 

“De qualquer forma, é fundamental prever a carga sobre a laje e preparar a estrutura para aguentar o peso extra, se houver”, orienta Ricardo Paschoal, diretor da Remaster, uma das marcas de sistemas prontos. 

O próximo passo é fazer uma boa impermeabilização na superfície, o que vai garantir o funcionamento do sistema escolhido e evitar as temidas infiltrações. “Parece contraditório, mas, quando protegida das intempéries pelo jardim, a impermeabilização chega a durar duas vezes mais”. 

As vantagens continuam. “O telhado verde promove conforto térmico e acústico nos ambientes, minimiza ilhas de calor, retém poluição e reduz a velocidade com que a água da chuva chega à rede coletora, o que ajuda a combater enchentes”, enumera Marcos Casado, do Green Building Council Brasil. 

Nos sistemas mais elaborados, até a biodiversidade sai ganhando: árvores frutíferas atraem passarinhos e outros organismos, como insetos (se você se incomodar com isso, abra mão dos pés de fruta no jardim). Quanto à manutenção, ela deve ser feita como a de um canteiro normal. Mas para ver as flores… é preciso acostumar-se a olhar para cima.

Conheça diferentes métodos de montagem

1. Skygarden: originário do Japão, aposta no substrato para garantir a beleza e a durabilidade do jardim. “Ele conta com engenharia de microbiologia e é esterilizado em autoclave, o que aumenta a vida útil da base”, revela o botânico paulista Ricardo Cardim, da Envec, empresa de São Paulo que trouxe o sistema para o Brasil. 

A montagem é simples: coloca-se o substrato com as plantas escolhidas diretamente sobre a manta geodrenante disposta na laje impermeabilizada. 

Dá para criar jardins com gramíneas ou árvores frutíferas de médio porte variando a espessura, que começa em 4 cm. Pode ser instalado pelo cliente. 

Fique de olho: o sobrepeso na laje, cerca de 50 kg/m², dispensa reforço estrutural.


2. Revestimento vivo: de plástico reciclado, os módulos do sistema básico do instituto Cidade Jardim, de Itu, SP, já vêm com um mix de suculentas com cerca de 10 cm de altura. 

Aceitam somente espécies pequenas, cujas raízes resistam à rasa profundidade do suporte. 

Sobre a laje previamente impermeabilizada, pode ir uma manta que protege os ralos contra entupimentos. 

Acima dela, dispõem-se os módulos, que admitem ajustes de acordo com a área disponível e podem ser instalados pelo cliente. 

Fique de olho: o sistema com suculentas registra peso médio de 80 kg/m², que salta para 150 kg/m² se forem usadas gramíneas. Os módulos aceitam apenas plantas de pequeno porte e já contam com reservatório de água.




3. Alveolar simples: uma das pioneiras na criação de telhados verdes no Brasil, a gaúcha ecotelhado oferece várias soluções. 

No Alveolar, a membrana que dá nome ao sistema é colocada sobre manta geotêxtil acima da laje impermeabilizada para agir como reservatório de água. 

Em seguida, entra uma membrana, responsável pela nutrição, que garante a chegada da água até as plantas. Sobre ela, vem o substrato, já com a vegetação escolhida, de pequeno porte. 

Cortando os módulos, eles se ajustam à área disponível. 

Exige instalador profissional. 

Fique de olho: a carga sobre a laje varia entre 40 e 80 kg/m², dependendo da espécie escolhida. Acolhe suculentas, gramíneas e outras plantas pequenas.




4. Tecgarden: criado para ser utilizado tanto em telhados quanto em pisos, o sistema é instalado sobre a laje impermeabilizada, apoiado num piso elevado sobre pedestais. 

A base, um reservatório, conta com pavios para transportar água e nutrientes até as plantas. 

A espessura do substrato varia de acordo com as espécies previstas no projeto paisagístico, que podem ser forrações ou árvores frutíferas. 

Exige instalador profissional. 

Fique de olho: o complexo, o sistema oferece peso extra de 250 kg/m² com arbustos e um reservatório com camada de 10 cm de água. Aceita plantas variadas, até árvores de médio porte. 


Créditos
Reportagem: Lara Muniz
Ilustrações: Seemann

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